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Nas últimas décadas, muitas pessoas não ousavam pensar que realmente
pudessem existir anjos. Imaginar anjos e confiar em sua existência não
combinava com o espírito esclarecido dos tempos modernos. E se, por acaso,
alguém falasse de anjos, queria com isso dizer, na maioria das vezes, que as
pessoas poderiam tornar-se anjos uns aos outros.
Por muitos anos, essa afirmação me acompanhou
que expressava de forma bastante original o que eu sentia e pensava: “Somos
anjos de uma asa só. Precisamos nos abraçar se quisermos voar”.
Anjos de uma asa só – uma bela imagem para
nossa situação. Uma imagem que nos adverte do risco de afundar na solidão:
Procura um parceiro. O abraço lhes dará forças redobradas. O que um não alcança
sozinho, dois trabalhando em conjunto conseguem. Até mesmo aquilo que parece
humanamente impossível: desprender-se do solo, alçar voo, flutuar sem o peso da
gravidade. Quando dois se abraçam, também isso é possível.
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Ainda considero muito
expressiva a imagem do anjo de uma asa só. Porém, ao mesmo tempo, fico feliz
que, além desses anjos, também existem os outros, os verdadeiros anjos. Eles
são algo bem diferente do que duas pessoas se abraçando e juntas se erguendo.
Existem momentos em que pessoas podem tornar-se algo como anjos para outras,
mas, em última análise, continuam sendo simplesmente pessoas ou “um ensaio de
tração sobre duas pernas”, como o teólogo judeu Pinchas Lapide caracterizou o
ser humano. Segundo a Bíblia, o ser humano foi feito “um pouco menor do que os
anjos” (Sl 8.5), mas foi feito de pó e ao pó voltará.
Assim, o ser humano está com os pés na terra,
para a qual voltará, mas seu espírito sabe, ao mesmo tempo, de sua origem
divina: feito à imagem de Deus, mas pó da terra; preso à terra, mas aspirando
ao céu.
Anjos
de verdade não estão presos à terra. Suas asas, que lhes são atribuídas desde
tempos longínquos, expressam exatamente isso. Anjos têm passos leves, movem-se
pé ante pé. Não passam por cima das coisas, mas flutuam. Não são pesados, mas
rápidos. As asas são a imagem que expressa tudo isso.
Texto extraído do Livro Confiar em Anjos, P 14 e 15
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