terça-feira, 14 de abril de 2015

2ª Festa da Leitura conta com livros da Editora Sinodal


A Editora Sinodal estará presente na 2ª Festa da Leitura com mais de 30 títulos de livros entre lançamentos e promoções. O evento ocorrerá de 18 a 22 de abril na Usina do Gasômetro, em Porto Alegre, e contará com diversas atividades como contação de histórias, brincadeiras, encontros com autores e muito mais.

A 2ª Festa da Leitura tem entrada franca e ocorre das 10h às 20h. Confira na banca da Editora Sinodal os últimos lançamentos: Como estudar os Salmos?; Um olhar nos espelhos da culpa; Mundo da Superstição; De Luder a Lutero; e Liberdade para viver. Na linha infantil pode ser conferida toda a coleção Aprender e Brincar. Todos os livros da Editora Sinodal estarão com 20% de desconto.


Confira a programação completa do evento no site www.facebook.com/festadaleitura .

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Editora Sinodal lança livro sobre os Salmos

Quem não lembra do verso bíblico “O Senhor é o meu pastor: nada me faltará”? Ou ainda das palavras de conforto: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele e o mais ele fará”? Para alguns, o livro de Salmos é um dos mais belos da Bíblia e está repleto de poesia, além de contar de grandes batalhas emocionais e de júbilos de seus autores. Com seus versos, ele atrai leitores que buscam coragem, consolo e esperança, e está sempre presente na memória daquelas pessoas que ali encontraram refúgio em diversos momentos de sua vida.
Para aprofundar os conhecimentos no saltério, a Editora Sinodal lança Como estudar os Salmos?, de Ehrard S. Gerstenberger. Mais do que fazer uma exegese dos capítulos, o livro é um guia interativo que orienta o estudo e aprendizado, tanto pessoal quanto de grupos de comunidades.
Conforme o autor, estudar a poesia religiosa de um povo antigo é ter um valor inestimável de experiências com o Divino: “A maioria das preces e canções do Antigo Testamento está voltada para a comunicação direta com a fonte do ser e da salvação”.
O livro Como estudar os Salmos? provocará o leitor e a leitora à exploração do saltério e de seu contexto histórico, religioso e cultural. Do prefácio ao epílogo, o livro mostra que estudar os salmos é imergir em uma literatura espiritual de milênios. “O saltério é um tesouro espiritual incrível. Nunca vamos ser capazes de enxergar todas as suas profundas experiências humanas, mas vale a pena tentar abrir nossos olhos”, afirma Gerstenberger.

Saiba mais

Como estudar os Salmos?
Ehrard S. Gerstenberger
Editora Sinodal
200 páginas – 16x23cm

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

CHEGOU A BIOGRAFIA DE MARTIM LUTERO

Martin N. Dreher

De Luder a Lutero - Uma biografia

Elaborar a biografia do reformador Martim Lutero, sendo brasileiro e residindo no hemisfério sul do planeta, pode parecer um empreendimento um tanto temerário. Você está longe das grandes bibliotecas e dos grandes centros de pesquisa da história do século XVI. É verdade que, no século XXI, há a possibilidade de conectar-se via rede mundial de computadores e em poucos instantes ter acesso a bibliotecas e a centros de pesquisa. Por outro lado, faltam o contato direto, o cheiro dos arquivos, a proximidade geográfica com locais e localidades, sentir geografia, relevos, depressões, vale de rios, lagos. Por isso o que vai descrito e escrito nas páginas que seguem é uma tentativa de introduzir o leitor não europeu em contextos, cheiros, seres humanos distantes dos surenhos.
     Quem escreve, e principalmente o historiador que escreve e que não pode negar que também é teólogo e, mais especificamente, luterano, deve confessar que se aproxima da tarefa com preconceitos, com conceitos prévios, com os quais estará lutando ao longo de todo o seu texto. Nasci e cresci em família luterana, descendendo de teólogos luteranos, de professores, de artesãos, de camponeses, sempre luteranos. Fui formado em seminário menor luterano e em faculdade de teologia luterana, fiz pós-graduação, orientado por luterano, lecionei em centro de formação luterano. Cedo ouvi falar de Lutero, pois dele recebera o primeiro de meus prenomes, pois nascera em 10 de novembro, data do nascimento do reformador. Ter e reconhecer preconceitos, porém, auxilia o historiador a buscar imparcialidade na parcialidade. É o que pretendemos.
     Quando li a biografia escrita por Heiko A. Oberman, Luther: Mensch zwischen Gott und Teufel (Lutero: Pessoa entre Deus e o Diabo), tomei conhecimento da grafia “Luder” para o sobrenome do estudante que se matriculara para estudo na Universidade de Erfurt. Em meu dialeto legado por imigrantes alemães que se estabeleceram no Rio Grande do Sul a partir de 1824, “Luder” podia designar, em sua forma mais amena, o “vagabundo”, mas também a pessoa de conduta altamente reprovável. Foi a partir desse meu pano de fundo linguístico que comecei a ler Lutero de forma mais intensa e a procurar entender existencialmente o que significara para ele a descoberta do Deus crucificado, principalmente depois de encontrar em Bartolomé de las Casas a afirmação de que aquilo que os espanhóis estavam fazendo em relação aos indígenas era pior do que a heresia dos luteranos, pois esses não negariam o Deus crucificado. De fato, na busca por um Deus misericordioso, Lutero percebeu no Cristo crucificado o rosto de Deus voltado para o ser humano e para a criação. Não há outra forma de reconhecermos quem e como é Deus a não ser naquilo que Deus nos mostrou, revelou a seu respeito, ao contrário do que ele é na ignomínia, no escândalo, na morte dolorosa e injusta do Cristo crucificado. Deus tem o rosto do crucificado. O Cristo crucificado é o rosto de Deus voltado para o ser humano e para a criação, que clamam e gemem por redenção. Não reconhecer Deus na cruz e no sofrimento é não saber nada do evangelho. Saber desse Deus é poder olhar para onde ele olha, para baixo, e ver o que ele vê: sofrimento, morte, ignomínia, cruz e libertar quem se encontra nessa situação através de sua solidariedade, demonstrada e evidenciada na manhã da Páscoa. Páscoa é o não de Deus a sofrimento, morte, ignomínia, expressos no Cristo crucificado, e seu sim incondicional à vida como ela se manifesta em vida, paixão, morte e ressurreição de Jesus de Nazaré. Essa descoberta significou para Lutero liberdade, libertação de seus temores e angústias. Na Epístola de São Paulo aos Gálatas, verificou que liberdade, libertação é ELEUTHERIA, no grego utilizado por Paulo. No final do Debate de Heidelberg, onde expôs sua Theologia Crucis, o falar do Deus crucificado, escreveu carta a amigo e assinou-a como Martinus Eleutherius, Martim Liberto pelo evangelho do Deus crucificado. Daí em diante, o “th” da Eleutheria passou a substituir o “d” de seu sobrenome, que paulatinamente foi se transformando em programa. A descoberta da diferença do “d” e do “th” foi para nós de profunda importância nos conturbados anos da década de 1970 na América Latina. Contextos determinam nossa leitura da história.
     “D” e “th” acompanham nossa exposição da vida e da obra de Lutero. Por causa dessas letras não podíamos ficar na exposição da vida do jovem Lutero, como fizeram muitas biografias a ele dedicadas. Em muitos sentidos, o “velho” Lutero volta a ser “Luder”, perdendo o ímpeto contido no “th” de “Luther”. O “velho” Lutero é paradigmático para quem está vivo, pois nos ensina a verificar que, enquanto seres humanos, somos contraditórios. Um de seus contemporâneos, Martin Bucer, expressou essa contraditoriedade em Lutero ao afirmar que foi assim que Deus no-lo concedeu. Ao expressá-lo, Bucer compreendeu o que Lutero percebera ao redescobrir a centralidade do Deus crucificado: só conseguimos viver de fato quando descobrimos que Deus nos aceita assim como somos, gratuitamente por causa, propter, de Cristo. Também ele, no fundo, não passou de um pecador agraciado.
     Em nosso texto, optamos por não trabalhar com notas de rodapé repletas de referências. Sempre que possível, as citações seguem a tradução de obras de Lutero, como publicadas nos 12 volumes de Martinho Lutero, Obras Selecionadas, editados até aqui pelas Editoras Concórdia e Sinodal. Quando isso não foi possível, traduzimos as passagens como reproduzidas na Edição de Weimar das obras completas de Lutero. Outras fontes utilizadas estão listadas no final do texto, onde o leitor também encontrará referências bibliográficas complementares. Sabemos que o texto a seguir não traz novidades para especialistas. Que eles nos perdoem. Aos demais desejamos que possam mergulhar na História.

Martin N. Dreher

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Quando nada mais resta

Enquanto avançamos aos tropeços, quilômetros a fio, vadeando pela neve ou resvalando no gelo, constantemente nos apoiamos um no outro, erguendo-nos e arrastando-nos mutuamente. Nenhum de nós pronuncia uma palavra mais, mas sabemos neste momento que cada um só pensa em sua mulher. Vez por outra olho para o céu onde vão empalidecendo as estrelas, ou para aquela região no horizonte em que assoma a alvorada por trás de um lúgubre grupo de nuvens. Mas agora meu espírito está tomado daquela figura à qual ele se agarra com uma fantasia incrivelmente viva, que eu jamais conhecera antes na vida normal. Converso com minha esposa. Ouço-a responder, vejo-a sorrindo, vejo seu olhar como que a exigir e a animar ao mesmo tempo; e – tanto faz se é real ou não a sua presença – seu olhar agora brilha com mais intensidade que o sol que está nascendo. Um pensamento me sacode. É a primeira vez na vida que experimento a verdade daquilo que tantos pensadores ressaltaram como a quintessência da sabedoria, por tantos poetas cantada: a verdade de que o amor é, de certa forma, o bem último e supremo que pode ser alcançado pela existência humana. Compreendo agora o sentido das coisas últimas e extremas que podem ser expressas em pensamento, poesia – e em fé humana: a redenção pelo amor e no amor! Passo a compreender que a pessoa, mesmo que nada mais lhe reste neste mundo, pode tornar-se bem-aventurada – ainda que somente por alguns momentos – entregando-se interiormente à imagem da pessoa amada. Na pior situação exterior que se possa imaginar, numa situação em que a pessoa não pode realizar-se através de alguma conquista, numa situação em que sua conquista pode consistir unicamente num sofrimento reto, num sofrimento de cabeça erguida, nesta situação a pessoa pode realizar-se na contemplação amorosa da imagem espiritual que ela porta dentro de si da pessoa amada. Pela primeira vez na vida entendo o que quer dizer: os anjos são bem-aventurados na perpétua contemplação, em amor, de uma glória infinita...

       
Texto extraído do Livro Em busca de sentido, P. 54
Maiores informações de como adquirir o Livro em ...
http://www.editorasinodal.com.br/produto/91523/em-busca-de-sentido



quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Natal é doação

http://www.guamareemdia.com/?p=17450
   Todos nós gostamos de falar do Natal como quem acaricia uma emoção. Ele aparece em nosso coração feito prece. É um assunto de berço. Até crianças falariam super bem do Natal, porque o Natal cresce na boca das crianças.
   Todos falariam das figuras humanas que compõem o cenário natalino: um menininho, sua mãe Maria, seu pai José, os pastores e os reis magos: Baltasar, Gaspar, Melchior.
   Todos falariam do encantamento das asas e das vozes dos anjos cantando “Glória a Deus nas alturas e paz na terra às pessoas de boa vontade”.
   Todos falariam da cristianização dos animais que a tradição recolheu na gruta para celebrar aquela noite: a vaquinha, o burrico, as ovelhas dos pastores, talvez alguma ave doméstica (com certeza o galo do João Cabral para tecer aquele manhã universal mais luminosa que as outras).
   Todos falariam das luzes, das estrelas, das palhas da manjedoura e muitos outros símbolos que a piedade cristã introduziu: pinheirinhos, presépios, luzes, velas, guirlandas, neves, trenós etc.
   Todos falariam da alegria de ver a família reunida trocando abraços e presentes, na confirmação da amizade mais viva.
   Pois, eu vou falar de alguém que nunca é mencionado quando se fala do Natal: o homem que negou hospedagem a José e Maria. Julgo que se chamava Caifaz. Digo que foi homem, e não mulher, porque, se fosse mulher, certamente ela acharia, em seu coração, um cantinho de ternura maternal.
http://blog.cancaonova.com
   Poderíamos achar muitas desculpas para inocentá-lo. Poderia ser viúvo, por exemplo, ou separado. Não, separado não. Acho que não havia essas fragmentações na época. Poderíamos dizer que estivesse mal-humorado, cansado por ter trabalhado muito naquele dia. Poderíamos, até, aceitar que tenha dito que não havia lugar por engano. Mas esqueceu que sempre sobrariam seus próprios aposentos, se quisesse.
   É essa opção egoísta que eu denuncio. Essa escancarada falta de doação. O que ele fez foi exatamente o contrário do que faria o Menino de Belém, doando-se à humanidade, naquela noite de Natal, sem ter escolhido um lugar predeterminado, para que essa escolha fosse o lugar de todos. Só quem vive com o coração aberto para os outros é capaz de achar lugar para Deus.


Texto extraído do livro Celebrar Natal em Família, P 66 

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Natal


Presépio do Chile 
Jesus nasceu. Na abóbada infinita 
 soam cânticos vivos de alegria; e toda a vida universal palpita
dentro daquela pobre estrebaria...
Não houve sedas, nem cetins, nem rendas
no berço humilde em que nasceu Jesus...
Mas os pobres trouxeram oferendas
para quem tinha de morrer na cruz.
Sobre a palha, risonho e iluminado
pelo luar dos olhos de Maria,
vede o Menino-Deus, que está cercado
Presépio da Tanzânia 
dos animais da pobre estrebaria.
Nasceu entre pompas reluzentes;
na humildade e na paz deste lugar.
Assim que abriu os olhos inocentes,
foi para os pobres seu primeiro olhar.
No entanto, os reis da terra, pecadores,
seguindo a estrela que ao presépio os guia,
vem cobrir de perfumes e de flores
o chão daquela pobre estrebaria.
Sobem hinos de amor ao céu profundo:
Presépio do Peru


Homens, Jesus nasceu! Natal! Natal!
Sobre esta palha está quem salva o mundo,
quem ama os fracos, quem perdoa o mal.
Natal! Natal! Em toda a natureza
há sorrisos e cantos, neste dia...
Salve Deus da humildade e da pobreza,
nascido numa pobre estrebaria.

Olavo Bilac (1865-1918)







 Texto extraído do Livro Celebrar Natal em família e comunidade, P.71
Mais informações de como adquirir o livro em ..

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Natal

Natal é tempo de reflexão, 
é tempo de se aproximar do presépio,
de se deixar inspirar por Maria e José, 
de adorar o Deus-menino 
como reis do oriente 
e de cantar de alegria como os anjos do céu.

Tire um tempo neste Natal 
e se aproxime do presépio...
Nele você encontra a fonte 
da esperança e do amor:
Jesus Cristo, o Deus –menino, 
o Emanuel, Deus conosco 
o Príncipe da Paz 
o Caminho, a Verdade e a Vida!


Feliz tempo de Natal!!!



Texto extraído do Livro presente Natal é Cristo que vem, contra-capa
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