quarta-feira, 12 de junho de 2013

Família e pessoa idosa

http://www.correiodeuberlandia.com.br
   A vida segue seu curso normal, muitas vezes modificado pela interferência humana. A longevidade é um exemplo disso. O ser humano melhorou a estrutura sanitária, a educação para a saúde e a higiene, a tecnologia para cura e até extinção de doenças. Porém não fez parte desse pacote a preparação para a vida longeva. A sociedade de um modo geral ainda não está preparada para esse vivência.
    Estamos tendo rara oportunidade de conviver em várias gerações e podemos aproveitar ao máximo essa convivência. O caminho ainda é longo. Há muito que aprender com este novo modelo de sociedade que está se criando.
   Precisamos aprender a envelhecer. Precisamos aceitar o envelhecimento como parte da vida, as vantagens e as limitações que esse período nos traz. Precisamos parar de perder tempo correndo atrás da eterna juventude e usar mais nosso tempo para simplesmente viver bem com aqueles que amamos. E se, ao invés de perdemos uma semana de nossa vida na cama, nos recuperando de uma cirurgia plástica, aproveitássemos esse tempo para rir muito com nossos netos e encontrar nossos amigos para aquele bate-papo? O que será que nos traria mais felicidade?
  Aceitando nosso próprio envelhecimento, seremos mais capazes de cuidar de quem já está velho. Isso nos dará mais condição de nos colocar no lugar do outro e ter mais paciência para entender a impaciência de um avô ou uma avó com suas limitações. Enquanto cuidamos dos nossos pais, ensinamos nossos filhos a cuidar de nós. Enquanto vemos nossos parentes envelhecerem, aprendemos a envelhecer com coragem e dignidade. Se esses anos forem bem aproveitados, o velho e o novo podem se ajudar mutuamente a crescer. 
   O envelhecimento não significa uma decadência, e sim a sequência da vida, com suas peculiaridade e características. Não se pode eliminar a velhice, mas se pode mudar a maneira de envelhecer.



Texto extraído do Livro Família e pessoa idosa, reflexão e orientação, de Simone Burmeister,  p. 93 e 94
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quarta-feira, 5 de junho de 2013

Senhor! Ouve nossa oração!

Sabes quem somos

   Deus, nosso Senhor! Sabes quem somos: pessoas de consciência limpa e outras de consciência pesada – pessoas satisfeitas e insatisfeitas, algumas confiantes, outras inseguras – cristãos por convicção e cristãos por costume – crentes, pouco crentes e descrentes.
   E sabes de onde vimos: de um círculo de familiares, conhecidos e amigos ou também de profunda solidão – de bem-estar tranquilo ou de toda forma de privações e dificuldades – de relações familiares descomplicadas ou então de relações tensas ou destruídas – do estreito círculo da comunidade cristã ou de círculos mais afastados.
   Agora, no entanto, estamos todos diante de ti: apesar de todas as diferenças, somos iguais nisto: todos, perante ti e também entre nós, agimos de forma errada – todos algum dia morreremos – todos estaríamos perdidos sem a tua graça. Mas também somos iguais à medida que a tua graça é prometida e oferecida a todos nós por meio de teu amado Filho, nosso Senhor Jesus Cristo.
   Estamos aqui reunidos, dando-te louvor ao permitir que fales a nós. Que isso venha a acontecer nesta hora, pedimos-te em nome de teu Filho, nosso Senhor. Amém.
   Amado Pai Celestial. Agradecemos-te pela eterna, viva e salvífica Palavra que por meio de Jesus falaste e continuas falando a nós. Não permitas que a escutemos de forma superficial e que sejamos preguiçosos demais para obedecer a ela. Não nos abandones, mas permanece junto a cada um de nós com o teu consolo e entre cada um de nós e nossos semelhantes com a tua paz. Permite que sempre haja um pouco mais de luz em nossos corações, nesta instituição, em nossos lares junto a nossos entes queridos, nesta cidade, em nosso país e por toda a Terra. Conheces os equívocos e as iniquidades que novamente tornam os dias de hoje tão sombrios e perigosos por toda parte. Permite, Senhor, que o frescor de um vento possa dissipar ao menos as brumas mais espessas nas cabeças daqueles que governam o mundo, assim como dos povos que permitem ser por eles governados, e principalmente nas cabeças daqueles que formam a opinião pública. E tem piedade de todos os doentes de corpo e de alma, daqueles muitos que sofrem com a vida, que por própria culpa ou por culpa de outros se perderam no caminho e estão confusos, especialmente daqueles que nessa situação não contam com o auxílio de amigos. Mostra a nossos jovens também o que são a verdadeira liberdade e a genuína alegria e faze com que os idosos e agonizantes não fiquem sem a esperança da ressurreição e da vida eterna. Tu és o primeiro a dar ouvidos às nossas aflições e és o único que pode transformá-las. Assim, somente a ti podemos e queremos erguer nossos olhos: nosso auxílio vem de ti, criador do céu e da terra. Amém.



Texto extraído do Livro Senhor! Ouve nossa oração!de Karl Barth  P. 13 e 14  
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http://www.editorasinodal.com.br/produto.php?id=559

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Liberdade para viver, Bonhoeffer para jovens.

Amor

http://www.24horasnews.com.br
Onde duas pessoas sabem tudo uma da outra, o mistério do amor entre elas ficará infinitamente grande.
E apenas nesse amor elas se entendem uma a outra,
sabem tudo uma da outra,
conhecem-se inteiramente, e, mesmo assim, quanto mais se amam e no amor uma sabe da outra,
tanto mais profundamente reconhecem o mistério de seu amor.
Portanto o saber não elimina o mistério,aprofunda-o.
Que a outra pessoa me é tão próxima,
esse é o maior mistério.




Texto extraído do Livro Liberdade para viver,  Dietrich Bonhoeffer para jovens, P 15
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quarta-feira, 22 de maio de 2013

Liberdade para viver, Dietrich Bonhoeffer para jovens

Próximo
http://elenvillegas.blogspot.com.br/


Precisamos nos dispor a ser interrompidos por Deus.
Deus cruzará nossos caminhos e planos, todos os dias,
sempre e de forma nova,
colocando em nosso caminho
pessoas com suas exigências e seus pedidos.


http://celebratebrasil.blogspot.com.br/

Muitas pessoas buscam um ouvido atento,
e não o encontram entre pessoas cristãs,
pois elas falam também quando deveriam ouvir.
Quem não sabe ouvir longa e pacientemente
não entenderá o que a outra pessoa diz nem saberá o que lhe responder.
E, por fim, nem mais perceberá isso.

Olhe as pessoas nos olhos.
Então você saberá o que elas querem dizer.
Observe como elas sorriem.
Escute como falam de seus pais.
Escute como falam de Deus.
Não a pessoa mais distante
é o maior mistério para nós,
mas justamente a mais próxima.




Texto extraído do Livro Liberdade para viver,  Dietrich Bonhoeffer para jovens, P, 68 e 69.
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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Discipulado

            AMOR
http://dokmoscomatitude.blogspot.com.br/
   Amor é uma palavra-chave que perpassa a teologia de Bonhoeffer. O nascedouro deste amor está no próprio Deus, que é manifestado desde a criação e através da história, mormente na história do povo de Israel. No entanto, a manifestação do amor de Deus culmina de forma única e irrefutável em Jesus Cristo. Na encarnação em Jesus de Nazaré, Deus se faz gente para manifestar este amor em toda a sua dimensão e radicalidade. É interessante que Bonhoeffer, por vezes, usa uma linguagem quase mística na descrição deste amor de Deus manifesto.
http://penseemjesus.blogspot.com.br/
O amor a Deus e o que dele decorre são apenas respostas ao amor de Deus, não resultados de um esforço humano e muito menos uma obra meritória. Fé e amor são duas faces da mesma moeda, são inseparáveis. Assim, em última análise, também o amor-resposta tem seu nascedouro em Deus. Ao ser humano cabe ir descobrindo, dentro da realidade em que vive, as formas concretas de este amor se manifestar e trazer frutos. Pode acontecer que a realização deste amor custe a própria liberdade e a vida.
Ao mesmo tempo, Bonhoeffer tem uma enorme percepção do amor afetivo e o valoriza muito. Também este é um dom de Deus, um dom dado pelo criador à sua criatura. Cartas escritas à sua noiva e a amigos e parentes revelam o carinho e o desejo que este amor encerra. Ele sonhava, por exemplo, ter nos braços a sua amada e com ela constituir uma família. O amor de Deus e a Deus e o amor afetivo não se excluem, nem se confundem, mas, como num tapete bem tecido, são os diversos fios que, juntos, vão tecendo a vida do ser humano, emprestando-lhe razão e sentido.



Texto extraído do Livro Discipulado de Dietrich Bonhoeffer, P 35 
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quinta-feira, 9 de maio de 2013

Homenagem ao Dia das mães!!!

                                 Ser mãe
http://ultradownloads.com.br/


   Ser mãe é desdobrar fibra por fibra o coração! Ser mãe é ter no alheio lábio que suga, o pedestal do seio, onde a vida, onde o amor, cantando, vibra.
   Ser mãe é ser um anjo que se libra sobre um berço dormindo! É ser anseio, é ser temeridade, é ser receio, é ser força que os males equilibra!
http://ultradownloads.com.br/papeis-de-parede/
   Todo o bem que a mãe goza é bem do filho, espelho em que se mira afortunada, luz que põe nos olhos novo brilho! 
  Ser mãe é andar chorando num sorriso!
  Ser mãe é ter um mundo e não ter nada!
  Ser mãe é padecer num paraíso!
Coelho Neto





Texto extraído do Livro Presente Mãe te amo, P 6
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http://www.editorasinodal.com.br/produto.php?id=173







     Uma homenagem da Editora Sinodal para as mães

-> Clique na imagem para maior visualização!!!!







quarta-feira, 24 de abril de 2013

Por que ser cristão?

Deus é amor
   
http://pastoreduardosilva.blogspot.com.br
   A realidade do amor recebe singular ênfase na fé cristã. Ela tem a coragem de atribuir natureza amorosa ao próprio Deus. Mesmo que a sociedade sucumba em violência e ódio, o amor permanece. Ele já não é “produto” humano, e, sim, realidade cósmica. “Deus é amor” (1 João 4.16). É claro que tal afirmação não desincumbe o ser humano de, por sua vez, amar. Pelo contrário, o compromisso recebe inigualável reforço. E, no entanto, o amor não mais depende de iniciativa e de prática humanas. Ainda que o ser humano falhe, o amor de Deus é firme e não frustra..  
   A fé cristã bem sabe que essa afirmação é uma provocação, pois carece de provas, e as contra-evidências parecem ser esmagadoras. Onde está o amor de Deus no universo e no mundo? O que reina é a brutalidade, o acaso, o impiedoso jogo de forças. Ora, a fé cristã não nega essas dimensões da realidade. Não está cega para o mal e o absurdo. Ela se horroriza com os crimes, entre eles o da crucificação de Jesus. No entanto, por trás e em meio a essa realidade, ela enxerga uma outra, para a qual não existe outro termo senão “amor”. De repente, o horror da cruz de Jesus se torna transparente para o amor de Deus que estende a mão a quem sofre. Então a evolução do universo começa a apontar para a mão de Deus que chama à existência as coisas que não são (Romanos 4.17). Enfim, também para uma vida humana estragada surge esperança. O amor de Deus abre futuro, até mesmo para além da morte.
http://ibna2009.wordpress.com
   Que Deus seja amor não explica as coisas, mas faz vê-las em outra luz. Dá início a uma nova visão de realidade. Que esta, às vezes, é enigmática, incompreensível, até mesmo revoltante, não admite sombra de dúvida. Diz o apóstolo Paulo serem insondáveis os juízos de Deus e inescrutáveis os seus caminhos (Romanos 11.33s.). Ninguém tem a chave para os mistérios de Deus. Mesmo assim, somos convidados a crer no amor de Deus que nos presenteou com este mundo fantástico. A vida é benefício que vem de Deus, não ônus de um cego acaso. O planeta Terra é uma maravilha, um jardim do Éden, confiado à responsabilidade humana. Somos chamados a agradecer pelas numerosas dádivas de um Deus que quer a paz e não o mal para a sua criatura (Jeremias 29.11). Crer no amor de Deus ou não faz alguma diferença.
   A convicção de Deus ser amor recebeu forte embalo por Jesus Cristo. O “Pai nosso que está no céu”, invocado e representado por ele, vem em socorro da criatura. É o Deus que ama seus filhos e lhes perdoa as dívidas. Antes de impor qualquer compromisso, Deus ama. E se devemos nós amar também é porque ele nos amou primeiro (1 João 4.19). Antes de tomarmos consciência de nós mesmos, chamou-nos pelo nome para declarar-nos sua propriedade. Disto é sinal o batismo. Mas o amor de Deus vale para todos. Cabe à igreja difundir essa verdade. Deus amou o mundo de tal maneira que por ele deu seu Filho unigênito (João 3.16).
   Seja anotado não haver argumento mais forte em favor do “direito humano” do que o amor de Deus. Perante Deus, é claro, não existe “direito” nenhum. Mas perante a sociedade isso é diferente. Está obrigada a proteger o que Deus amou e a reservar-lhe o lugar social. 


Texto extraído do Livro Por que ser cristão? P.92
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